quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Dor Alheia

“Se para você o mundo é rosa,bonito e multicor,
Meu mundo é podre e cinza como a dor”
Dor que corroe a alma,embaralha os pensamentos
Que dor horrível é essa?
Já não sinto mais,já faz parte de mim.

Ultrajado!
É como me sinto diante da capacidade de não ter capacidade,
Capacidade de entender a dor do outro,suas angustias...
Medo,o homem sente medo de ter medo,
De ser julgado,rejeitado,desprezado.
Hipócrita é o homem e o poeta.
Ninguém é capaz de entender as dores e amores do outro,
Não há unidade de medida que seja cabível

Chorar...
Chorar não é físico,é mais que isso
Mas nem todos são capazes de chorar,
(Me faltam lagrimas)
Chorar é a corrosão da alma,a petrificação da mente,
É o padecer do corpo.
É a angustia que não há músico que descreva,
Poeta que explique,
Filosofo que entenda,ou ser humano  que se importe.

Porque o corpo não entende a alma,
A alma frita e clama,o corpo não é capaz de escutar.
Alienado permanece o corpo,
Alienado a dor vizinha,
Dor que bate em todas as portas,
Mas não há vizinho que seja capaz de escutar.

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